domingo, 7 de julho de 2013

O Brasil descobre as viagens de Cabral....a vá ninguém sabia disto.

Enquanto o estado de São Paulo prepara venda de helicóptero, governador do Rio mantém sete aeronaves e usa modelo de luxo para se deslocar para o trabalho e viajar com família e empregados nos fins de semana
 
20 de junho - 13h04: Cabral e o filho Marco Antono embarcam no Agusta, aeronave comprada em 2011 por 15,7 milhões de reais, rumo ao Palácio Guanabara, que fica a uma distância de apenas sete quilômetros
Dez quilômetros separam a residência de Sérgio Cabral, no Leblon, do Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O caminho considera as ruas da Zona Sul do Rio. Diariamente, no entanto, o governador opta por outro caminho, como revela a edição de VEJA desta semana: percorre três quilômetros até a Lagoa, escoltado por três blindados e oito motocicletas, e de lá sobrevoa o engarrafamento em um dos helicópteros do estado, até chegar à sede do governo estadual. No início da tarde do último dia 20 de junho, o governador chegou ao heliporto da Coordenadoria Adjunta de Operações Aéreas (Caoa), na Lagoa, e embarcou com um segurança e um ajudante de ordens exatamente às 12h51. Voou para o gabinete e, de lá, acompanhou a maior manifestação da história recente do Brasil – deflagrada por uma insatisfação popular com a má qualidade e o alto custo do transporte público. A reportagem de VEJA percorreu o trajeto de carro, sem batedores: os sete quilômetros foram percorridos em doze minutos.
Atualmente o governo do estado do Rio tem sete helicópteros à disposição dos gabinetes do Poder Executivo. Além de Cabral, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, já em campanha para o governo em 2014, secretários e até o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo (PMDB) voam com frequência quase diária.
A estrela da ‘esquadra fluminense’ foi adquirida em outubro de 2011: o Agusta AW109 Grand New, comprado por 9.732.934 dólares (o equivalente a 15.233.015 reais, à época). Para os entendidos em aviação, trata-se de uma limusine do ar, segura e confortável, a ponto de ser a preferida de Eike Batista e outros bilionários.
No mercado de táxi aéreo, o aluguel do Agusta custa 9.500 reais por hora. “Como o estado opera uma aeronave própria, pode-se dizer que o custo operacional fica 30% mais barato”, afirma o dono de uma empresa que aluga o Agusta para turistas abastados. Estima-se, então, que o custo operacional da aeronave para o contribuinte fluminense é de cerca de 6.000 reais por hora de voo, ou 312.000 por mês. Ou ainda 2,8 milhões anuais. Se considerado este padrão de gasto, uma ida e volta do governador ao trabalho consome 6.000 reais, ou 2.181 passagens de ônibus (de tarifa a 2,75). Os fins de semana em Mangaratiba saem por 54.000.
O Agusta é o favorito também da primeira-dama. No hangar que atende à família, corre a história de que ele só foi comprado porque Adriana Ancelmo não gostou do modelo EC-135, um dos mais novos e modernos bimotores da frota – também com custo da hora de voo em torno de 9.000 reais. “A Adriana não gostou do EC-135. Por isso, o governador comprou o Agusta e deixou esse para o Pezão”, conta um piloto lotado na unidade.
No dia seguinte ao protesto que reuniu 300.000 pessoas no Rio de Janeiro contra o preço das passagens de ônibus, Cabral voou novamente às 10h15. O helicóptero retornou à Lagoa às 10h32 e, quatro minutos mais tarde, a primeira-dama chegou escoltada por seguranças. Exatamente às 10h46, ela, dois filhos, duas babás e um cachorrinho de estimação decolaram. Destino: Mangaratiba, na Costa Verde, onde a família tem uma mansão de veraneio. Uma semana depois, dia 28 de junho, Adriana, as crianças, as babás e o mesmo cãozinho embarcaram no Agusta às 11h19, de novo rumo ao Litoral Sul, apesar do mau tempo. “Pode estar desabando o mundo que eles voam para Mangaratiba todo fim de semana”, diz um funcionário do heliponto.
Voar com essa frequência é para poucos. E custa caro. O governo de São Paulo – o estado mais rico do país – está acertando os detalhes da venda de um de seus dois helicópteros ainda este ano. Uma licitação ou concorrência pública deve arrecadar, segundo estimativa do Palácio dos Bandeirantes, cerca de 2,5 milhões de reais ao se livrar da aeronave, além de todos os custos com a manutenção, combustíveis e a operação de voo – um gasto de cerca de 4,5 milhões de reais por ano. A venda é parte do esforço para conter despesas e amortecer o impacto do subsídio que o orçamento paulista terá de prover para manter passagens de metrô e trem em 3 reais, em vez de 3,20. São Paulo, capital com o mais extenso e caótico trânsito do país, passará a ter, então, um helicóptero para o governador, secretários e emergências envolvendo o Poder Executivo.
No momento, esta não é uma preocupação do governo do Rio. Ao longo das últimas três semanas, a reportagem de VEJA acompanhou o sobe e desce da família Cabral e da frota baseada na Lagoa. Na última quinta-feira, dia 4, o governador saiu de casa às 10h59 e chegou 15 minutos depois à Lagoa. Bateu papo e embarcou às 11h20 não no Agusta, mas no ‘que a Adriana não gosta’. O decola e pousa frequente do governador deixa à vontade outras autoridades para acumular milhas – e gastar fortunas. O peemedebista Paulo Melo, que preside a Assembleia e é o braço forte de Cabral no Legislativo, também é um voador habitual. “Ele vai e volta para Saquarema praticamente todos os dias num dos bimotores”, conta um piloto.
O que a família Cabral e as autoridades talvez não saibam é que, no comando das aeronaves e em terra, os abusos com o vai e volta pelo ar indignam quem testemunha a farra. “Existe o voo das babás. No domingo, depois que eles voltam de Mangaratiba, o piloto tem que voltar lá e buscar as babás. Isso tudo com o dinheiro do povo. É revoltante”, desabafa outro piloto. Um funcionário que acompanha o dia a dia das viagens aéreas detalha outras excentricidades: “Já aconteceu de tudo nessas aeronaves. Levaram cabeleireira, médico, prancha, os amigos dos filhos do governador, convidados. Uma vez, a babá veio de Mangaratiba para pegar uma roupa que a Adriana tinha esquecido. Na outra, uma empregada veio fazer compras no mercado. É o verdadeiro ‘helicóptero da alegria’”, indigna-se.
Sobre a necessidade de tantos deslocamentos diários pelo ar, a assessoria do governo do estado respondeu, por email, que “o governador usa o helicóptero do governo sempre que necessário para poder otimizar o seu tempo e poder cumprir todos os seus compromissos”. Os assessores não responderam sobre o alto custo desse tipo de deslocamento, mesmo em horários sem trânsito.
A respeito da compra do Agusta, o modelo mais luxuoso da frota, a assessoria de Cabral informou que “o cargo de governador de um estado tão importante quanto o Rio de Janeiro exige que o seu ocupante se desloque em aeronaves seguras”, e que esta serve para que ele possa também ir a outros municípios em áreas montanhosas – uma necessidade que o governador do estado de São Paulo, também montanhoso, ainda não percebeu.
O governo do estado não considera que as viagens até Mangaratiba sejam "a passeio": “O governador tem residência também em Mangaratiba, para onde precisa se deslocar com a sua família. Não é verdade que os helicópteros sejam usados por amigos. As babás, por vezes, viajam neles em companhia dos filhos do governador”, diz o e-mail.
Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madrid, Fabio Medina Osório enxerga na forma como as aeronaves são usadas pelo Executivo no Rio uma afronta ao princípio da razoabilidade. “Tem que haver finalidade pública para justificar o uso de um helicóptero dessa maneira. A distância para o Guanabara é curta e a questão da segurança não é problema, porque um governador tem à disposição veículos blindados e escolta. Para o uso em lazer, é ainda mais grave”, afirma.
Na última sexta-feira, dia 5, depois do protesto que terminou com pancadaria entre manifestantes e policiais no Leblon, o governador não usou as aeronaves para ir ao Palácio Guanabara. Também não foi de carro: "despachou de casa", informou sua assessoria.

sábado, 6 de julho de 2013

INDÍCIOS DE UMA POSSÍVEL CANDIDATURA DE BELTRAME PARA O GOVERNO DO RJ.

Minha vã observância... 
Todos sabem que as festas e bailes de grande proporção são promovidos por pessoas invisíveis, pois os mesmos não se identificam assim não assumindo a culpa pelos transtornos causados, quanto ao som alto, baderna, consumo de entorpecentes, trafico, associação ao tráfico, prostituição, corrupção de menores e etc....
Autorizar estes eventos é sim ser coniventes com estes crimes e atos infracionais que ocorrem nestes eventos sem a permissão e fiscalização dos órgãos municipais e estaduais e aí se perde o controle e de responsabilizar alguém, pois sem a identificação dos autores e responsáveis destes eventos fica fácil tudo acontecer e nada responder.
Coitados dos moradores destas comunidades que precisarem levantar cedo para trabalhar, pois não iram conseguir dormir a noite.
Só falta legalizar a maconha.
 
VEJA A MATÉRIA DO JORNAL O DIA.

Beltrame legaliza os bailes funk

Secretário quer nova resolução pronta antes do fim deste ano

André Balocco
Rio - O baile funk nas comunidades vai ser legalizado até o fim do ano. Sem alarde, a Secretaria de Segurança entregou à Casa Civil, em abril, um estudo pedindo a flexibilização da Resolução 013, que prevê uma série de pré-requisitos para a realização de eventos, tanto na favela quanto no asfalto. O tema vem avançando e o grupo de estudo que trabalha no assunto deve entregar suas conclusões até setembro. O secretário José Mariano Beltrame já bateu o martelo: quer a nova resolução pronta e publicada no Diário Oficial antes das festas de fim de ano.
“A responsabilidade sobre o baile funk não pode ficar só nas costas da segurança”, diz Beltrame. “É preciso dividir com toda a sociedade, bombeiros, transportes etc”, apregoa. Beltrame sabe que a volta dos bailes às áreas pacificadas pode melhorar a imagem das UPPs entre os jovens, apesar de ter números impressionantes sobre reclamações de barulho nas ouvidorias das unidades. “Não tem nada mais carioca do que o funk”, acredita o secretário.
Bailes funk foram legalizados por Beltrame
Foto:  Fabio Gonçalves / Agência O Dia

Coordenador das UPPs: 'É questão de tempo'
Para o coronel Paulo Henrique, ex-comandante do Bope e agora coordenador das UPPs, a grande questão do funk é a ressignificação do baile, cuja imagem ainda é muito ligada ao tráfico. “Temos de mudar isso aos poucos”, prega.
“A volta dos bailes é questão de tempo”. Enquanto a Resolução 013 não muda, bom senso é o melhor caminho. “Mas é preciso haver algum grau de exigência. Acabou o tempo em que podia tudo”.
'DJ Gordinho' sonha com bailes na Cantar
Espécie de embaixador informal do Complexo do Alemão, Carlos Eduardo Gomes, o DJ Gordinho da ‘Som Digital’, não vê a hora de voltar a fazer tremer a quadra da Rua Canitar — ‘meca’ dos bailes à época do tráfico. “Houve exagero”, diz, sobre os seis eventos que fazia por semana.
“Mas agora só quero fazer um”. Gordinho tenta, sem sucesso, convencer a UPP local a liberar a quadra. Diz que é a opção mais barata de divertimento para o morador. “Funk não é putaria, é a cultura da favela. Não é porque era de um jeito que vai voltar a ser assim”.
Funk e insônia
Além do temor de perder o controle da segurança com a liberação, o coronel Paulo Henrique diz que muitos moradores não gostam dos bailes. “É quem não dorme com o barulho. Tenho que ouvi-los também.”
Má reputação
‘É preciso cuidado com a repercussão da liberação para não dizerem que a bagunça voltou”, diz o coronel. A estratégia é a mesma de Beltrame: dividir responsabilidade. “A questão não é da PM, é da comunidade”.
Para Júlio Ludemir, 'É como proibir sexo'
Criador da ‘Batalha do Passinho’, Júlio Ludemir diz que impedir os bailes é como proibir o sexo. Para ele, o evento caiu no colo do tráfico por ter sido expulso do subúrbio.
“E hoje se repete o mesmo movimento ao proibi-lo nas favelas”, defende. “Está na hora de as pessoas pararem de ter medo de jovens pobres reunidos”. Para ele, a proibição condena os jovens a uma única opção: tornarem-se evangélicos. “É preciso encontrar um caminho entre estes dois estereótipos nas favelas. Quem gosta de funk não é bandido.”
Arraiá da Reciclação
Neste sábado, a partir das 14h, na quadra do Morro dos Prazeres, o Arraiá da Reciclação. Com 20 itens recicláveis, como caixinhas de leite e creme de leite, ou garrafas PET, o morador ganha seis tíquetes para comer ou brincar. Cris dos Prazeres, organizadora do evento, está animada. “Vai ser o arraial da família.”
Olha o Vidigal aí...
Desde 1989 afastada da Sapucaí, a Acadêmicos do Vidigal começa, terça-feira, sua caminhada de volta ao Sambódromo. “Vou à Liesa para ressindicalizar a escola”, diz o presidente Rodrigo Art, há três meses no cargo. No projeto de crescimento, a escola faz, domingo que vem, o ‘Caldos de Julho’, com samba e comida.
Alemão I
A Unisuam oferece atendimento jurídico gratuito toda sexta-feira, na Avenida Itararé 340, ou pelo telefone 3882-9787.
Japeri
Cinco golfistas de Japeri viajam quarta-feira para disputar o circuito mundial de golfe juvenil, em São Carlos, no ABC paulista, entre eles o campeão juvenil brasileiro, Cristian Barcelos.
Arena Dicró
Favela e asfalto se unem na literatura depois de amanhã, na Arena Dicró, na Vila da Penha, na segunda Flip-Flupp.
Alemão II
A CoopLiberdade oferece oficinas de brinquedo e mosaico plástico hoje, das 10h às 15h, na estação Baiana do Teleférico.
SEMANA que vem o Borel receberá o ‘Embratel de Braços Abertos’, com percursos de 5 km e 10 km. As inscrições são gratuitas.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Manifestantes voltam a protestar na esquina da rua onde mora Sérgio Cabral

O protesto próximo à casa do governador Sérgio Cabral teve momentos de tensão na noite desta quinta-feira. Por volta das 22h45min, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar os manifestantes. Um caminhão-tanque chegou a ser usado pelo Batalhão de Choque durante o confronto.
Após quase cinco horas de protesto pacífico, alguns manifestantes começaram a gritar "vamos invadir", e a polícia reagiu jogando spray de pimenta. Os manifestantes, então, revidaram com morteiros, e a polícia começou a atirar bombas de gás lacrimogêneo. Por volta das 23h, a tropa da PM avançou pela Avenida Delfim Moreira, no sentido Ipanema. Em retirada, os manifestantes atearam fogo em lixeiras e jogaram no meio da via. Pelo menos seis pessoas foram presas e levadas para a 14º Delegacia de Polícia.
PM atirou bombas de gás lacrimongêneo contra os manifestantes na rua de Cabral
PM atirou bombas de gás lacrimongêneo contra os manifestantes na rua de Cabral Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Manifestantes se dispersam quando a polícia começa a atirar bombas de gás lacrimogêneo
Manifestantes se dispersam quando a polícia começa a atirar bombas de gás lacrimogêneo Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Pelo menos seis pessoas foram detidas pela polícia após os confrontos
Pelo menos seis pessoas foram detidas pela polícia após os confrontos Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo


A jornalista Carol Noaves, de 33 anos, foi surpreendida com o confronto. De acordo com ela, tudo estava tranquilo quando as bombas começaram a ser ouvidas. Uma porta de vidro foi estilhaçada e um poste de sinalização, derrubado, na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espínola, onde se iniciou o confronto.
- Foi uma coisa insana. Estava todo mundo tranquilo, cantando músicas, quando começou. Do nada, surgiram bombas de efeito moral e balas de borracha. Todo mundo seguiu para a Ataulfo de Paiva, que foi fechada - disse.
Muitos manifestantes usavam um guardanapo branco na cabeça, em alusão aos secretários do governo Cabral, flagrados em um jantar em Paris com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta. Nas fotos, eles apareciam usando guardanapos em forma de bandanas na cabeça.
Muitos manifestantes usavam um guardanapo branco na cabeça, em alusão aos secretários do governo Cabral, flagrados em um jantar em Paris com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta. Nas fotos, eles apareciam usando guardanapos em forma de bandanas na cabeça. Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

A polícia montou um cerco na rua de Cabral
A polícia montou um cerco na rua de Cabral Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

PM e manifestantes divergem sobre estopim
O advogado Rafael Faria, da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse ao GLOBO que a PM alega ter agido ao ser agredida por uma pedrada. Além disso, uma lata de cerveja teria sido lançada contra os policiais. Já alguns manifestantes ouvidos pelo advogado afirmaram que a ação da polícia foi gratuita e que teria sido decorrente, em parte, do desgaste físico e emocional da tropa.
Manifestantes incluíram slogans como
Manifestantes incluíram slogans como "Fora Renan" e "Transporte de qualidade" durante o protesto Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

No asfalto, manifestantes pintaram
No asfalto, manifestantes pintaram "Fora Cabral" Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

Cerca de dez advogados da OAB estiveram na 14º DP para dar assistência aos presos. Um dos advogados, Raul Lins e Silva, disse estranhar que a PM esteja tentando ligar, sem qualquer prova, o grupo detido a um material apreendido: um pedaço de pau com um morteiro disparado na ponta. Segundo Raul, não há qualquer prova para isso. Um outro advogado da comissão, Rafael Faria, disse que a PM não está agindo constitucionalmente: os nomes dos policiais não estão estampados nas fardas.
Desde as 17h, havia forte aparato policial no Leblon. Uma barreira de policiais foi montada tanto na Aristides Espínola quanto na Avenida General San Martin, que é paralela à Delfim Moreira. Manifestantes estavam muito próximos aos PMs, gritando palavras de ordem. Alguns tentavam negociar com oficiais, que apenas ouviam, sem se manifestar. O grupo pedia melhorias para o transporte público, para a saúde e a educação.
Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

Gerusa Lopes, de 30 anos, que participa do ato desta quinta, fazia parte do grupo que estava acampado perto da residência do governador e foi retirado pela polícia no começo desta semana. A jovem distribuiu 80 guardanapos de papel entre os manifestantes, para protestar contra o que ela chamou de "farra do Cabral em Paris". Durante uma viagem do governador, secretários estaduais, juntamente com o então proprietário da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, foram fotografados na capital francesa usando guardanapos na cabeça.
- Foi um absurdo! Gastaram 100 dólares em uma garrafa de champagne enquanto o povo aqui passa tanta necessidade - disse.
A chef de cozinha Angelica do Nascimento, de 54 anos, aderiu à causa e pôs o lenço de papel na cabeça de seu cachorro labrador, Rocco, de sete anos. Segundo ela, os manifestantes têm razão em protestar e pedir melhorias no serviço público.
Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

Cabral comentou, mais cedo, no Palácio Guanabara, as manifestações nas proximidades de seu prédio:
- Eu lamento, porque manifestação ao governador deve ser feita na porta do palácio. Mas não sou eu quem tem que julgar onde manifestante deve manifestar.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/manifestantes-voltam-protestar-na-esquina-da-rua-onde-mora-sergio-cabral-8923114.html#ixzz2YAGk4sR0

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tá nas redes: manifestantes pedem 10 mil na casa de Cabral

Movimento é resposta à desocupação desta madrugada
Jornal do BrasilHenrique de Almeida
 
A reação à desocupação do movimento Ocupa Cabral, que estava em frente à rua do governador Sérgio Cabral desde o dia 21 de junho, foi rápida nas redes sociais. Um evento no Facebook pede 10 mil pessoas no local nesta quinta-feira, às 18h.
No texto do evento, os criadores fazem o apelo. Até as 12h, 874 pessoas haviam confirmado presença:
"Ele tira a ocupação? A gente vai pra la com barraca, guardanapo, arte, música e tudo que tiver direito! Fora Cabral! Pelo impeachment do governador e em repúdio à BRUTALIDADE policial! Todas as tribos, todos os coletivos, todos os grupos, todos os artistas, todos os cidadãos do Estado estão convidados para este evento!
Convocação para nova ocupação em frente à casa de Cabral
Convocação para nova ocupação em frente à casa de Cabral

Retirados durante a madrugada
Os manifestantes do movimento Ocupa Delfim Moreira, que protestavam em frente à casa do governador Sérgio Cabral desde o dia 21 de junho, foram retirados do local na madrugada desta terça-feira (2). Havia 15 manifestantes no local no momento da desocupação, abrigados em dez barracas.
Jair Seixas, um dos líderes do movimento, foi autuado em flagrante no artigo 163 por dano ao patrimônio público por quebrar o vidro de uma viatura. Por volta das 7h desta quinta-feira, no entanto, foi paga a fiança de R$ 800, e Seixas foi liberado.
O grupo chegou a reunir 4 mil pessoas em frente à rua do governador no domingo, dia 23. Os manifestantes, até segunda-feira, diziam que não iriam sair enquanto não tivessem uma conversa com o governador.
Após uma reunião de Cabral com manifestantes de um outro grupo, dissidente ao Ocupa Delfim Moreira e chamado "Somos o Brasil", havia a expectativa de quando a polícia iria retirar os manifestantes do local.
Segundo informações do grupo Anonymous Rio e depoimentos em redes sociais, os manifestantes tiveram barracas quebradas, pertences jogados na rua e foram depois socorridos por alguns poucos moradores e pelo corpo de bombeiros. A advogada Priscila Pedrosa esteve no local,representando a OAB, para prestar apoio jurídico.
 
Pressão por negociação
Segundo Bruno Cintra, um dos líderes do movimento, o secretário de Direitos Humanos do Estado, Zaqueu Teixeira, se encontrou com eles às 23h desta segunda para pressioná-los a se encontrar logo com o governador Sérgio Cabral.
"Ele primeiro pressionava, e depois se acalmava um pouco. A gente decidiu que, primeiro, iria fechar a nossa pauta para uma conversa com o governador. Por volta das 2h, porém, veio uma batida de 40 policiais, quebrando todas as barracas e destruindo tudo", conta Bruno, que faz acusações graves. "Policiais chegaram a chutar uma barraca com uma criança de colo dentro. E em nenhum momento disseram o motivo daquela coisa toda. Simplesmente agiram", conta Cintra, que ainda questionou a legalidade da desocupação.
"Qualquer um sabe que uma desocupação precisa ter uma equipe médica de prontidão, e não havia nada disso. Fomos socorridos depois, pelos bombeiros,e  por alguns moradores", disse.
Bruno ainda contou um fato curioso: segundo ele, um policial teria assumido a ocorrência e levado Bruno juntamente com Jair Seixas no carro da polícia. "No rosto dele, havia todo o constrangimento, de quem sabia que aquela operação estava errada. E foi assim durante toda a viagem até a 14ª DP", finalizou ele.De acordo com Luiza Dreyer, outra das manifestantes, os policiais chegaram destruindo as barracas e pegando os livros que estavam dentro delas. "Eles diziam que era de cunho político. Alguns livros com figuras de Picasso foram rasgados", lamentou.
A 14ª DP se limitou a dizer que apreendeu materiais, embora não tenha informado que materiais seriam esses, embora, a princípio, nada fosse ilícito. O delegado da 14ª, Rodolpho Valdeck, declarou que não irá se pronunciar sobre a ação policial.
 
"Faltou maleabilidade"
O advogado Raul Lins e Silva, membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, disse que não possui elementos para indicar se houve abuso por parte da polícia. Silva afirma, no entanto, que faltou "maleabilidade" ao governo do Estado.
"Essa saída poderia ser negociada de forma mais pacífica. Recebi uma ligação por volta das 3h de um homem, que disse que sua esposa havia sofrido um pico de pressão quando a polícia chegou e havia sido levada para o hospital. Não havia nem montagem para apoio médico para a desocupação", criticou.
Segundo Silva, os depoimentos que ouviu dos manifestantes indicam que Zaqueu queria a pauta de intenções para o encontro com o governador no fim desta semana ainda na segunda-feira. "Os manifestantes, no entanto, disseram que iriam decidir essa questão coletivamente. Mas comemoraram a chance de ter um encontro com o governador. E, no entanto, às 3h, aconteceu tudo o que aconteceu", contou o advogado.
A secretaria de Direitos Humanos, em nota, declarou que " o Secretario de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, esteve nesta segunda-feira (1/7), mais uma vez, com os manifestantes acampados na Rua Aristides Espínola, esquina com Av. Delfim Moreira, no Leblon, para ratificar a disposição do Governo em receber as reivindicações do grupo que continuava no local.
Até o inicio da noite, o secretário ainda não havia recebido retorno dos manifestantes acampados quanto à data de uma reunião oferecida pelo Estado entre o grupo e o Governador Sergio Cabral."

terça-feira, 25 de junho de 2013

Partido da Segurança Pública nega vínculo com convocação de greve geral na internet

Cerca de 500 mil pessoas já confirmaram presença no evento concocado pelo Facebook
O PSPC (Partido da Segurança Pública e Cidadania) negou nesta sexta-feira (21) que tenha qualquer ligação com a greve geral que está sendo convocada para o próximo dia 1° de julho em todo o País.
A ligação da sigla com o ato se deu porque no perfil do criador do evento no Facebook, o músico Felipe Chamone, o PSPC aparecia como uma de suas preferências.
O vice-presidente da executiva nacional da legenda, Geraldo do Espírito Santo Neto, disse que Chamone não tem autorização para falar em nome do PSPC:
— Ele é simpático ao partido, mas não fala em nome do partido, não é dirigente partidário, e está proibido de falar em nosso nome. Não o reconhecemos como sendo dirigente ou falando em nome do partido
Depois da onda de protestos que tomou as ruas de diversas cidades do País nos últimos dias, Chamone tenta convocar, pela internet, uma greve geral para o dia 1º de julho.
A convocação está sendo divulgada pelo Facebook e, na última sexta-feira (21), tinha cerca de 500 mil pessoas confirmadas.
“Vamos mostrar ao governo que quem faz um país é o povo, e não os políticos”, diz o texto que combina o evento.
O PSPC ainda está em fase de criação. Seus apoiadores estão desde 2008 coletando as assinaturas necessárias para obter a homologação junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Neto não soube contabilizar quantos apoios já o partido obteve até agora para sua criação. O PSPC já tem, no entanto, diretório e comissão executiva provisória 16 Estados.
Apesar de fazer questão de se desvincular do chamamento para a greve geral, o dirigente disse que o PSPC é “a favor de todos os movimentos populares, desde que seja pacífico, ordeiro, com as pessoas realmente lutando por seus direitos negados pela administração pública”.
Mas, para essa greve do dia 1° agora o partido jamais fez esse chamamento. É de total responsabilidade do senhor Felipe Chamone.
Após a repercussão do caso na internet, Chamone retirou as referências ao PSPC de seu perfil, enquanto o partido retirou sua página no Facebook do ar. (R7).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Internautas organizam greve geral no País para o dia 1º de julho

Fim da corrupção e aumento do salário mínimo estão entre as motivações do protesto
 
“Ou o governo nos respeita, ou paramos de jogar”, diz o texto Reprodução/Facebook
 
Depois da onda de protestos que tomou as ruas de diversas cidades do País nos últimos dias, um grupo organiza, pela internet, uma greve geral para o dia 1º de julho. A convocação está sendo divulgada pelo Facebook e, por volta das 11h desta quinta-feira (20), tinha cerca de 150 mil pessoas confirmadas.
“Vamos mostrar ao governo que quem faz um país é o povo, e não os políticos”, diz o texto que marca o evento, criado por perfil com o nome de Chamone Real.
A foto que ilustra a página, uma cena do filme V de Vingança, faz referência clara aos hackativistas do Anonymous. As causas pelas quais os dois grupos dizem estar lutando, entretanto, não são as mesmas.
Em vídeo divulgado na internet, na terça-feira (18), o Anonymous lista suas cinco bandeiras, que são diferentes das causas enumeradas pelos organizadores da greve geral. O texto, que pede à população que pinte o rosto e saia às ruas no próximo dia 1º, cita como motivações para o protesto o “fim da roubalheira”, “um salário mínimo decente”, “redução salarial dos cargos políticos”, entre outras causas.
Além das 150 mil pessoas confirmadas, 22 mil disseram que talvez participem da mobilização. Mais de 2,5 milhões receberam o convite diretamente. (R7).

Reforma política: Dilma propõe plebiscito para Constituinte exclusiva

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff abriu na tarde desta segunda-feira a reunião com governadores e prefeitos das capitais com objetivo de definir uma linha de ação conjunta para melhorar os serviços públicos no país. A presidente destacou que busca soluções para as reivindicações que vem das ruas. Ela defendeu um plebiscito para uma Constituinte exclusiva para a reforma política, além de propor lei para a corrupção ser crime hediondo.
- Mais do que um debate estamos aqui para procurar soluções. Buscamos respostas, todas elas republicanas e participativas, aos problemas que inquietam e mobilizam o povo brasileiro - disse Dilma na abertura da reunião que convocou com todos os governadores, prefeitos das capitais e seus principais ministro - O povo está nas ruas dizendo que quer as mudanças, está nos dizendo que quer mais cidadania. Quer serviços públicos de qualidade, mecanismos mais eficientes de combate à corrupção - disse ainda a presidente Dilma.
Antes do encontro, a presidente recebeu no Palácio do Planalto representantes do Movimento Passe Livre, que iniciou a onda de protestos pelo país com o objetivo de reduzir as tarifas de ônibus.

A presidente listou quais são os cinco pactos que ela propõe agora: o primeiro ponto é a estabilidade fiscal; uma reforma política com a proposição de um plebiscito para uma Constituinte com fim exclusivo de tratar desse assunto; recursos e ações exclusivas para o SUS; plano para o transporte público, com o anuncio de desoneração de PIS e Cofins para o diesel e para a energia que move veículos da rede de transporte; e ações para a educação, com destinação de 100% dos recursos do pré-sal para o setor.
- Estamos passando por um inequívoco processo de mudança, talvez a mais ampla que o país já vivenciou – afirmou a presidente, que reforçou que é preciso ouvir o que dizem as manifestações nas ruas.
Ela deu destaque, dentro do pacto de reforma política, à definição de regras mais severas para corrupção, inclusive prevendo a possibilidade de que seja considerada crime hediondo, quando for dolosa.
Ela destacou que o que está acontecendo no país é reflexo de um processo de inclusão social, e que “agora o povo nas ruas quer mais”.
- Quer uma representação política permeável, uma sociedade em que o cidadão, e o não o direito econômico, esteja em primeiro lugar. É bom que o povo esteja dizendo isso em alto e bom som. Cabe a cada um de nós ouvir.
Dentro do primeiro pacto, de responsabilidade fiscal, Dilma destaca que o objetivo é garantir estabilidade econômica, com controle da inflação.
Sobre o segundo pacto, de reforma política, Dilma afirmou que o segundo pacto gira em torno da “construção de ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular e amplie o horizonte da cidadania”
- Todos nós já sabemos que esse tema entrou e saiu várias vezes na pauta do país, temos a iniciativa de sair do impasse – disse a presidente, que propôs um plebiscito popular para criar uma constituinte específica para a reforma política.
No terceiro ponto, a presidente colocou o SUS, e destacou que a classe médica não precisa se preocupar com a importação de médicos do exterior, já que será dado prioridade aos profissionais brasileiros antes de se oferecer postos de trabalho a profissionais de outros países.
- Não se trata de medida hostil a nossos médicos, mas uma ação emergencial em encontrar médicos em número suficiente e com disposição para as regiões mais remotas. Sempre oferecemos primeiro aos médicos brasileiros as vagas, só depois chamaremos os estrangeiros.
A presidente usou dados de países desenvolvidos para defender a contratação dos estrangeiros. Segundo Dilma, no Brasil, do total de médicos 1,79% são estrangeiros, enquanto na Inglaterra são 37%, nos Estados Unidos, 25% e na Austrália, 22%. A presidente disse que essa será uma ação emergencial. Dilma disse ainda que, até 2017, serão abertas 11.447 novas vagas para graduação em Medicina e 12.376 vagas em residência.
Dentro das medidas de mobilidade urbana – o quarto pacto, Dilma anunciou a aguardada desoneração do PIS e da Confins para o óleo diesel, que movimenta esses veículos do transporte público.
- Decidi destinar mais R$ 50 bilhões em investimentos para obras de mobilidade urbana e investir em metrôs, tivemos a incorreta opção de não investir em metrô.
Por fim, no pacto pela educação pública, a presidente reforçou que nenhuma nação se desenvolve sem educação em tempo integral, creches, ensino profissionalizante, e universidades, e afirmou que condição essencial nesse pacto é a boa remuneração dos professores.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/reforma-politica-dilma-propoe-plebiscito-para-constituinte-exclusiva-8798078.html#ixzz2XBFqg92r

domingo, 23 de junho de 2013

Em ‘inferno astral’, Dilma testará novo estilo de governo para salvar reeleição.

Protestos nas ruas, dólar em alta, popularidade em baixa e aliados em guerra levam presidente, gestora chamuscada, a mudar estratégias.
VERA ROSA / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
 
Na pior semana de seu governo, com uma onda de protestos violentos sacudindo o País, inflação em alta e popularidade em queda, a presidente Dilma Rousseff criou uma espécie de gabinete de crise e rompeu o isolamento do Palácio do Planalto. Avessa a negociações e alvo de críticas no Congresso, ela foi obrigada a montar uma agenda de emergência para ouvir as vozes das ruas, conter as insatisfações e abafar o coro do “Volta Lula”, que já começa a ser entoado na seara doméstica para pedir o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2014. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, o PT não enfrenta desgaste tão grande.

Dida Sampaio/Estadão.
Hábito de centralizar decisões apresenta desgaste dentro e fora do governo Dilma.
Com muitos nós para desatar, Dilma pretende agora testar um novo estilo de governo para tentar virar o jogo e traçar a rota do projeto de reeleição. Ajustes na política econômica para reagir à esperada redução de dólares no Brasil, com o fim do programa de estímulos nos Estados Unidos, e mudanças no núcleo político do Palácio do Planalto são aguardados para o segundo semestre.
Habituada a centralizar decisões e a formular sozinha as principais diretrizes políticas e econômicas, a presidente encerrou a semana com a imagem de gerente desgastada, em meio a uma sucessão de más notícias que deixaram o Planalto atônito. É nesse tumultuado cenário que a presidente terá que negociar com aliados as composições para 2014.
O PMDB convocou reunião de sua Executiva para terça-feira, a fim de discutir a crise e os obstáculos à formação dos palanques com o PT nos Estados, como no Rio de Janeiro. “A coordenação política do governo está sem força e ninguém mais aceita essa história de dois palanques para Dilma”, resumiu o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).
‘Bicho esquisito’. “Tem um bicho esquisito aí”, admitiu o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. “Quem está na chuva é para se queimar e esses protestos também atingiram o PSDB e o governador Geraldo Alckmin”, completou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fazendo um trocadilho. “Com certeza, alguma lição vamos tirar dessa catarse”, previu o ministro.
Dos problemas com a demarcação de terras indígenas, passando por boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, vaias na abertura da Copa das Confederações, escalada da inflação, “Pibinho”, atritos com o PT e o PMDB e, agora, a fúria nas ruas, tudo pareceu conspirar para o inferno astral do governo, nos últimos dias.
Para recuperar o apoio perdido, Dilma acertou com Lula que mudará a estratégia política, chamando, por exemplo, representantes de movimentos sociais para conversas periódicas. Até agora, ela manteve distância regulamentar de todos.
Concertação. A presidente também fez um apelo pela “concertação” com o Legislativo e o Judiciário. Sob intenso fogo cruzado, anunciou que vai se reunir com governadores e prefeitos e propôs um pacto nacional, expressão abominada pela esquerda, em torno da mobilidade urbana.
No Congresso, aliados preparam outra estratégia para aprovar projeto de interesse do Planalto que inibe novos partidos, aproveitando a fragilidade de Dilma para cobrar faturas antigas de cargos e emendas.
No diagnóstico do governo, as manifestações que tiveram como origem o aumento das tarifas de transporte coletivo e desandaram para protestos contra tudo o que está aí assumiram contornos perigosos.
A preocupação é com o clima de instabilidade e confronto, num momento de dificuldades na economia, justamente quando as atenções internacionais estão voltadas para o Brasil, que sedia a Copa das Confederações e está prestes a receber a visita do papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, marcada para julho, no Rio.
Para Bernardo, as manifestações mostraram que o povo não se sente representado pela forma tradicional de fazer política. Atropelada por jovens sem partidos, a cúpula do PT tentou pegar carona no movimento e convocou seus militantes para uma passeata em São Paulo, na quinta-feira, com o objetivo de defender “o legado de Lula e Dilma”, após o recuo no aumento das passagens. O gesto foi visto pelo Planalto como “um tiro no pé” porque pôs o PT, Dilma e o prefeito Fernando Haddad, já derrotado politicamente, na mira de novos protestos.
“As reivindicações sobre transportes são legítimas, porque o serviço de ônibus nas grandes cidades é muito ruim”, afirmou Paulo Bernardo. “Protestar contra a corrupção também é legítimo, mas, levantar bandeira contra a PEC 37 é conversa fiada. A imensa maioria nem sabe o que é isso”, constatou o ministro, numa alusão à proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o poder de investigação criminal do Ministério Público.
Coro do Volta Lula. Embora petistas, aliados e até empresários descontentes com o governo ensaiem novamente o “Volta Lula”, o ex-presidente garante que não será candidato, em 2014. Lula antecipou o lançamento de Dilma, em fevereiro, para segurar especulações sobre o seu retorno, mas, nos bastidores do PT, a estratégia foi considerada desastrosa. (Estadão).

sábado, 22 de junho de 2013

“CIA brasileira” monta operação Big Brother para monitorar redes sociais

Abin vai observar Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp por conta das manifestações
ABIN
Sem detectar as manifestações combinadas pelas redes sociais e que nesta quinta-feira (20) terão como alvo o Palácio do Planalto, a Abin ( Agência Brasileira de Inteligência) montou às pressas uma operação para monitorar a internet.
O governo destacou oficiais de inteligência para acompanhar, por meio do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, a movimentação dos manifestantes.
A avaliação na agência é de que as tradicionais pastas do governo que tratavam de articulação com a sociedade civil perderam a interlocução com as lideranças sociais.
A decisão foi tomada após uma crise entre assessores civis da presidente Dilma Rousseff e oGSI (Gabinete de Segurança Institucional), que não teriam alertado o Planalto das manifestações da semana passada em São Paulo e que desencadearam em uma onda de protestos no Brasil.
Nos últimos dois meses, os agentes da Abin e de outros órgãos de inteligência foram deslocados para a segurança da Copa das Confederações, negligenciando outras áreas.
Com a eclosão da crise, o potencial das manifestações passou a ser medido e analisado diariamente pelo Mosaico, um sistema online de acompanhamento de cerca de 700 temas definidos pelo ministro-chefe do GSI, general José Elito.
Nos relatórios, os oficiais da agência tentam antecipar o roteiro e o tamanho dos protestos, infiltrações de grupos políticos e até supostos financiamento dos eventos. “O monitoramento, acompanhamento dos assuntos nacionais é dever de todos nós, independentemente de qualquer assunto”, disse o ministro.
O GSI colocou grades duplas em torno do Palácio do Planalto para reforçar a segurança em preparação para um protesto marcado para hoje. Em dias de manifestações, as instalações presidenciais são protegida na parte interna, pelos seguranças do GSI e pela Polícia do Exército, e, na parte externa, pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Manifestações
Embora o governo tenha anunciado nesta quarta-feira (19) à noite a redução das tarifas do transporte público no Rio, ativistas sairão em um novo protesto nesta quinta-feira à tarde no centro.
A concentração será às 17h em frente à Igreja da Candelária. A ideia é ir até a sede administrativa da prefeitura e fazer vigília durante a madrugada. Mais de 350 mil pessoas já haviam confirmado presença no ato, por meio das redes sociais.
“Estamos felizes com a redução da tarifa, e o ato desta quinta deve ser uma comemoração, mas a luta está só começando. Exigimos tarifa zero”, disse Raphael Godoi, um dos líderes.
Em Porto Alegre, uma nova manifestação está programada para a noite desta quinta, no Paço Municipal. O ato será acompanhado pela Brigada Militar.
O governador Tarso Genro (PT) disse que manifestações são um sinal de “vitalidade da sociedade”, mas pediu que quem for ao ato não faça depredações.
Em Salvador, a manifestação desta quinta contra o aumento de tarifas deve passar perto da Arena Fonte Nova, onde Nigéria e Uruguai se enfrentam pela Copa das Confederações.
O governador Jaques Wagner (PT) já se disse favorável às manifestações populares, mas alerta que abusos serão coibidos. “A orientação (da PM) é preservar a integridade de todos, esperando a mesma postura dos manifestantes.” (R7).

Senadores cobram pronunciamento de Dilma sobre manifestações.

DO G1
dilma
 
Presidente se reuniu com ministros mas não deu declarações
Parlamentares usaram discursos em plenário nesta sexta-feira (21) para cobrar uma posição da presidente Dilma Rousseff sobre as manifestações que ocorrem em todo o país. Nesta quinta, Dilma se manteve em silêncio enquanto milhares de pessoas protestavam. Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), está no momento de a presidente “se identificar com esse povo que está na rua”.
“Dona Dilma, o seu pronunciamento hoje, desde que a senhora tomou posse na Presidência da República, é o mais importante que a senhora vai fazer. Eu diria mais, presidenta, hoje realmente é o início com relação ao destino do prestígio do seu nome junto à sociedade. Caiu dez pontos? Caiu. Mas, a partir de hoje, vai se decidir o rumo: se ela vai continuar caindo ou se ela vai se estabilizar e começar a subir”, afirmou no plenário do Senado.
A presidente ainda não se posicionou após o tensionamento das manifestações. Nesta quinta-feira, mais de 1,25 milhão de pessoas participaram dos protestos em mais de 100 cidades. Foi o maior dia de protestos desde o início das passeatas. Na maior parte dos casos, os atos foram pacíficos, mas houve confrontos com a polícia, vandalismo e hostilidade contra militantes partidários em diversas cidades.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu que Dilma se manifeste sobre a violência praticada por parcela dos manifestantes. “Acho, de fato, que a presidenta tem que fazer um pronunciamento à nação. Claro que é um movimento, como digo, mágico, porque a juventude, que muitos diziam que estava adormecida está aí no campo, está no cenário, está no palco, está como sujeito da história. Agora, a quebradeira, a balbúrdia que aconteceu, isso merece uma posição perante o país, de chefe de Estado,” afirmou.
Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que um dos motivos do protesto se deve à falta de diálogo entre o governo e a população. “A presidenta precisava ouvir, inclusive, a oposição. Ouvir só as pessoas ao redor é monólogo, não é diálogo. É, sobretudo, importante ouvir as forças contraditórias, que têm visões diferentes, mesmo que a gente não adote as visões diferentes”, defendeu.
Para o senador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falhou ao não consultar se o povo brasileiro, de fato, desejava que houvesse Copa do Mundo no Brasil. Um dos motivos dos protestos é o gasto com a Copa da Confederação, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Para os manifestantes, o dinheiro usado para esses eventos esportivos poderia ser gasto com saúde e educação.
“Eu gostaria de ver hoje um discurso da presidenta falando do momento que nós vivemos, reconhecendo os erros dela e dos governos anteriores, reconhecendo que errou ao colocar nas direções dos ministérios pessoas despreparadas, apenas porque representam forças partidárias, que errou ao levar adiante prioridades equivocadas, como essa da Copa, custando R$25 bilhões a R$30 bilhões, quando o Brasil não tem nem segurança para garantir para os turistas”, discursou.
Na manhã desta sexta (21), Dilma se reuniu com ministros para tratar da série de manifestações pelo país ocorridas nesta quinta-feira. O encontro terminou após duas sem que nenhum representante do governo desse declarações.
Pela agenda oficial da presidente, a reunião envolveu somente Dilma e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Mas o G1 apurou que pelo menos os ministros Aldo Rebelo (Esportes) e Aloizio Mercadante (Educação) também estavam presentes. A reunião durou das 9h30 às 11h30 desta sexta.
Em entrevista coletiva nesta, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Raymundo Damasceno Assis, disse acreditar que a presidente Dilma Rousseff fará algum pronunciamento público sobre as manifestações. Ele e a presidente têm audiência marcada para a tarde desta quinta, no Palácio do Planalto.
“Imagino que ela deverá fazer um pronunciamento. Ela deverá é claro trazer uma palavra ao país, talvez um pronunciamento oficial, em rede nacional, talvez o Planalto resolva por esse caminho. Mas isso cabe a ele”, disse Raymundo Damasceno.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dilma ameaça renunciar se protestos continuarem


Agora a porra ficou séria!
Uma fonte extraoficial das imediações do Palácio do Planalto divulgou no twitter essa tarde uma informação sigilosa, cuja a procedência ainda não foi possível aferir, a respeito de suposta ameaça de renúncia da presidente Dilma Rousseff.
“A gente trabalha tanto pra ver o país bem e ainda tem que tolerar essa esculhambação em praça pública!” teria dito a presidente.
Ainda segundo a mesma fonte, “Dilma avalia que se for permanecer no poder, vai decretar estado de sítio, pois só existe, além de tal medida, outro modo de cessar a baderna: renunciando”.
Nossa reportagem tentou falar com a presidente, mas foi informada de que a mesma se encontra com diarreia e não poderá atender o telefone durante o dia todo.

Movimento Passe Livre anuncia que não vai mais organizar passeatas.

Depois de uma grande série de atos hostis contra os militantes dos partidos em meio aos atos para comemorem a revogação do acréscimo nas tarifas dos meios de transportes, que foi realizado no final da noite desta quinta-feira (20), na Avenida Paulista, que fica na região central da cidade de São Paulo, o MPL (Movimento Passe Livre) – que era o grande responsável por fazer a convocação dos atos desde o começo da semana retrasada – decidiu anunciar em uma entrevista concedida à rádio CBN, que agora os atos deveriam acabar.
Segundo o comunicado, o MPL decidiu não convocar mais manifestações e que diversas hostilidades ocorreram com relação aos partidos políticos por parte dos manifestantes e que desde o início a luta pela revogação foi procedente. A informação foi dada por Douglas Beloni, integrante do movimento. Apesar de tudo isso, o acréscimo neste número de manifestantes precisam exatamente de propostas de “pautas conservadoras” e que também motivou tal decisão, já que nos últimos atos a proporção foi tão grande que pessoas estavam pedindo pela diminuição da maioridade penal e por diversas outras causas, ampliando de mais a luta.
O que é o MPL
Sendo organizado nacionalmente desde o ano de 2005, o Movimento Passe Livre está sendo definido como “apartidário, mas não antipartidário”. O movimento defende a “expropriação do transporte coletivo” sem que hajam indenizações e ainda opta por apoiar “movimentos revolucionários que contestam a ordem vigente”. Seguindo essas novas diretrizes, o MPL aparece da Carta de Princípios, que é um documento que foi aprovado também em paralelo com o 5º Fórum Social Mundial, que ocorrer no mês de janeiro do ano de 2005, na capital gaúcha, Porto Alegre.
Isso quer dizer que única modificação que foi feita desde sua primeira versão foi o aumento do objetivo deste movimento: que passou de passe livre estudantil para o passe livre que é “irrestrito”. Pensando de maneira horizontal, o MPL está evitando que hajam lideranças consideradas individuais. Os documentos, que foram aprovados acabam sendo assinados apenas por integrantes do movimento. O que é orientado é que todos “sejam cautelosos” com relação á “mídia corporativa”, já que ela é completamente ligada “às oligarquias do transporte e do poder público”. (NotíciasBR).

Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B…

1ae33 Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
Salvador…
O medo de Dilma Rousseff, do governo brasileiro é enorme.
Na reunião emergencial que acontece em Brasília, o tema é futebol.
E vai muito além da Copa das Confederações.
Mas a própria Copa do Mundo de 2014.
Para terminar o torneio laboratório, Dilma e os governadores dão garantia.
Vão reforçar ainda mais a segurança nos hotéis onde estão as delegações.
E principalmente os membros da Fifa.
Assim como seus trajetos pelo País serão monitorados.
Restam exatos nove dias para a competição acabar.
São apenas oito seleções envolvidas.
Quatro já irão embora depois deste final de semana, eliminadas.
Japão, México, Taiti e Nigéria.
Ficarão Brasil, Espanha, Itália e Uruguai.
Só quatro equipes por mais uma semana.
O grande problema é mesmo a Copa do Mundo.
A rejeição só cresce à competição de R$ 30 bilhões.
Envolve 32 seleções.
A proteção de 32 delegações espalhadas pelo país.
Torcidas do mundo todo.
12 nova arenas caríssimas, com 80% de dinheiro público.
Elefantes brancos como Cuiabá, Manaus, Natal e Brasília.
Onde o futebol competitivo, de elite não existe.
Há a garantia de que os estádios ficarão vazios durante o ano todo.
Pelo menos R$ 2 milhões irão para o lixo por ano só na manutenção do quarteto.
As obras de mobilidade social não saíram do papel.
As cidades sedes de jogos decretam feriados para os torcedores chegarem nos estádios.
Mesmo assim é um transtorno.
Se perde pelo menos duas horas.
Isso sem os manifestantes atrapalhando.
Os aeroportos não foram modernizados, como prometido.
Não haverá legado algum.
A não ser estádios superfaturados.
E um gasto desnecessário de R$ 30 bilhões.
O cenário só tende a piorar nos próximos 12 meses.
Parte da população percebeu o desperdício.
A prioridade dos gastos deveria ser para a saúde, educação, segurança.
A Fifa quer do governo brasileiro a garantia sobre a Copa do Mundo.
É o principal evento da entidade.
Mais de 150 países acompanham a competição.
E todos pagando caro pela transmissão.
Patrocinadores bilionários estão envolvidos.
Não há a felicidade prometida.
A rejeição ao mundial já afeta as marcas.
O Fuleco, triste tatu símbolo do mundial, é atacado pelo país.
Passaram a ser destruídos em uma mensagem clara da revolta com o Mundial.
3reproducao8 Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
Os R$ 30 bilhões gastos pelo Brasil são ínfimos perto de todo envolvimento.
Um ano é prazo mais do que suficiente para um plano emergencial.
Para que um país rico assuma a competição.
Como os sempre generosos Estados Unidos.
A possibilidade de ter um plano B virou obsessão para a Fifa.
Os países vivem grande convulsão social.
Isso foi levado em conta na escolha das três sedes das próximas Copas.
Brasil, Rússia e Catar deveriam ser opções seguras.
De acordo com jornalistas ingleses, houve três critérios na seleção.
Terem governos seguros, estáveis.
Imprensa fraca, omissa.
E, principalmente, populações dóceis como carneiros.
Quando Lula se envolveu na questão tinha outros objetivos.
Era 2007.
Ele tinha a certeza de que se conseguisse o Mundial o efeito colateral seria fantástico.
A Copa do Mundo cai em anos eleitorais.
Depois de dois mandatos no cargo, ganhar a Copa garantiria Dilma em 2010.
Como garantiu.
E também em 2014.
Ou seja, mais oito anos de poder do PT.
Seriam 16 anos de domínio.
4reproducao4 Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
Subestimou a visão da população.
Nunca imaginou a revolta diante do custo absurdo de uma competição de 30 dias.
Tanto que sumiu do noticiário de propósito.
Não sabe como se colocar em relação à revolta popular.
A Fifa não quer saber.
Aqui em Salvador as pedras dos manifestantes já acertam seus carros.
Assim como houve ontem uma tentativa de invasão ao hotel onde seus membros estão.
Joseph Blatter passou pelo maior vexame como presidente da entidade em Brasília.
Nunca teve a abertura de uma competição vaiada pela torcida.
O vexame que passou ao lado de Dilma pode ser esquecido.
Mas não os bilhões que a Fifa já contabilizava como lucro pela Copa.
A quantia divulgada seria de R$ 5 bilhões.
Mas há a certeza da imprensa internacional que o ganho será bem maior.
As delegações que estão na Copa das Confederações estão tensas.
O Brasil foi vendido como um país de gente pacífica, dócil.
Com mulheres bonitas, alegres, sempre dispostas a festas.
A maior preocupação com a família dos jogadores era o ciúme.
Não poderiam imaginar encontrar manifestantes raivosos.
O futebol foi associado à corrupção, ao descaso do governo com a população.
Os jogadores acompanham assustados os protestos.
A população invadindo as ruas e os governantes sem saber o que fazer.
Não bastasse isso, vexames tradicionais.
Como jogadores da Espanha terem seu dinheiro roubado em hotéis brasileiros.
Repórter inglês que cobriu a reabertura do Maracanã escapou de assalto a faca.
Equipe brasileira que trabalha para o Japão teve suas câmeras furtadas em Porto Alegre.
Fotógrafo japonês viu seu material ser roubado em pleno gramado de Brasília.
Susana Werner anunciando ao mundo pelo twitter que foi roubada.
Com arma apontada para sua cabeça em Fortaleza.
Susana é esposa do goleiro titular da Seleção Brasileira, Júlio César.
Os jogadores de fora estão pedindo para seus familiares irem embora.
Antes mesmo do torneio acabar.
De acordo com jornalistas espanhóis é o que acontece com Shakira.
Mal ela desembarcou com o filho de Piqué, Milan, no Rio.
E já ouviu que é melhor irem embora por causa dos conflitos.
No seu jato particular que os trouxe.
Índios foram expulsos para a construção do novo Maracanã.
E colocados em abrigos para mendigos.
Mais um escândalo internacional.
12ae Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
Os roubos se acumulam nos estádios.
Assim como a repressão violenta da polícia aos manifestantes.
A violência já havia espantado os turistas da Copa das Confederações.
Menos de 3% compraram ingressos para os jogos.
Mais do que um fracasso, um aviso.
O Brasil passou a ser país perigoso, não recomendado.
As autoridades brasileiras não enxergaram o óbvio.
E se prepararam para receber os turistas que não apareceram.
Vários taxistas desonestos continuam trabalhando nas sedes da Copa das Confederações.
Principalmente nos aeroportos.
Os hotéis aumentaram absurdamente o preço de seus quartos.
Os explorados são os próprios torcedores brasileiros que acompanham o torneio.
O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, jurou que fecharia os hotéis aproveitadores.
Bravata que não levou a nada.
Eles continuam fazendo a festa, sangrando os nativos.
Os estrangeiros não vieram.
Nos estádios, seguranças imploram para jornalistas.
Pedem que não saiam sozinhos para tentar tomar táxi.
Os assaltos são comuns perto das arenas.
A situação é vergonhosa.
Foi assim em Brasília, Fortaleza e em Salvador.
O medo domina a Copa das Confederações.
A repressão policial é cada vez mais violenta.
1agenciabrasil2 Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
Mistura raiva e despreparo.
Com tiros de borracha dados a esmo.
Spray de pimenta e bombas de efeito moral à vontade.
Mesmo assim é possível levar a Copa das Confederações até o final.
Cancelá-la traria a certeza de desistir do Mundial.
O governo quer mantê-la de qualquer maneira.
Não há como garantir a Copa.
O interessa à Fifa é o acordo assinado com o governo brasileiro.
O comprometimento com o Mundial.
Há uma multa caríssima se o Brasil desistir.
Tudo está assinado desde 2007, pelo então presidente Lula.
Mas ele e Blatter não previam os manifestos.
Há a possibilidade de que os dois lados optem pela desistência.
A Fifa também não vai querer organizar uma competição rejeitada pela população.
Foi o caso da Colômbia em 1982.
O governo se negou a construir 12 novos estádios exigidos pela entidade.
Os da primeira fase deveriam ter 40 mil pessoas.
Os da segunda fase, 60 mil
E os da decisão da competição, 80 mil.
Os colombianos alegaram não ter condição financeira.
A Fifa alegou falta de segurança.
E a competição voltou foi para o México, em 1986.
A decisão da Colômbia aconteceu quatro anos antes do Mundial.
Pela avaliação prévia de pessoas ligadas à Fifa, só há uma opção.
Que possa abrigar a Copa em apenas 12 meses.
Seria os Estados Unidos.
Com estádios modernos e sem grandes problemas de mobilidade social.
Há a crise financeira.
Ela poderia ser até um atrativo, já que a competição levaria dinheiro.
Para Dilma o fracasso seria imenso.
Com reflexo contrário à eleição, sonhado por Lula.
Mas a Fifa não está brincando.
Joseph Blatter diante de tanta pressão foi para a Turquia.
Começa hoje o Mundial sub-20.
Ele não quis ficar para acompanhar a Copa das Confederações.
Mas sabe tudo o que está acontecendo.
As ordens são claras, que não tiver condições se cancele.
Não só o torneio como o Mundial do Brasil.
Os manifestantes estão conseguindo ir além do que sonhavam.
Não é só a Copa das Confederações que está em risco.
Mas o próprio Mundial por aqui.
Como pelo rodízio deve ser mantida na América…
Os Estados Unidos poderia surgir como plano B.
Sim, a Copa do Mundo de 2014.
Aquela que Lula e Ricardo Teixeira trouxeram vibrando para o Brasil.
Teixeira sonhava que, com ela, comandaria a Fifa.
Acabou exilado em Boca Raton.
E o futuro de Lula, Dilma depende do futebol.
Não como sonhava o ex-presidente.
Os protestos devem ser ainda maiores até o final da Copa das Confederações.
O que será péssimo para o governo federal.
E piorar sua relação com a Fifa, que está por um fio.
Foi muito bem escolhido o lema dos manifestantes.
“O gigante acordou…”
7ae Manifestantes conseguiram. Reunião emergencial discute não só a Copa das Confederações, já que faltam só nove dias para acabar. Mas o próprio Mundial de 2014. A Fifa pode tirar a Copa do Brasil. Estados Unidos virariam plano B...
COSME RÍMOLI – R7

Reinaldo Gottino faz balanço sobre as manifestações

 Balanço sobre as manifestações


 

 
O efeito das manifestações já pode ser visto em algumas ações previstas pela organização da Copa do Mundo. O aumento no valor dos ingressos já está sendo estudado. Em alguns municípios, a redução da tarifa é vergonhosa. Veja!


Manifestações levam 1 milhão de pessoas às ruas em todo país; Dilma convoca reunião.

mapa_protestos
 
As manifestações realizadas nesta quinta-feira levaram cerca de 1 milhão de pessoas às ruas em 25 capitais do país. Em ao menos 13 delas foram registrados confrontos. O Rio de Janeiro foi a capital com maior número de pessoas, 300.000.
Em nove das capitais com confronto, houve também ataques ou tentativas de destruição de prédios públicos, como sedes de prefeituras e de governo e prédios da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça.
Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público começaram no início do mês e foram ganhando força em todo o país, sendo registrados vários casos de confrontos e vandalismo. Com isso, 14 capitais e diversas outras cidades anunciaram entre ontem e hoje a redução das passagens.
Em Brasília, um grupo de manifestantes forçou a barreira policial montada na entrada do Congresso Nacional, iniciando um confronto com a Polícia Militar, que revidou com bombas de gás lacrimogêneo.
No Rio, o protesto ficou tenso no início da noite. O problema ocorreu com chegada dos manifestantes em frente à prefeitura, no centro da cidade, ponto final da passeata.
Por volta das 18h50, morteiros foram disparados pelos manifestantes. Em resposta, a polícia disparou bombas de efeito moral. A cavalaria da PM avançou para dispersar pessoas que tentavam invadir a sede da administração municipal.
Em Natal (RN), cerca de 400 pessoas entraram no Centro Administrativo do Estado, que reúne os principais órgãos públicos. Houve concentração de manifestantes em frente à Governadoria.
Um grupo menor, de rostos tapados, queimou objetos, formando uma fogueira na frente da rampa de acesso ao prédio. Também arrancaram placas de sinalização e começaram a jogar algumas na fogueira.
Bombas e pedras foram atiradas contra os policiais. A polícia revidou com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Houve prisões.
Manifestantes tentaram invadir, em Fortaleza (CE), o Palácio da Abolição, sede do governo do Ceará, e depredaram o prédio. O local virou uma praça de guerra entre vândalos e Polícia Militar, com balas de borracha de um lado e coquetéis molotov de outro. Ao menos 30 pessoas foram presas, segundo a PM.
Também foram registradas situações de confrontos e depredações em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Belém (PA), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Teresina (PI) e Macapá (AP).
Após as manifestação, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu convocar uma reunião de emergência para as 9h30 de amanhã com seus principais ministros para discutir os efeitos das manifestações por todo o Brasil.
Na reunião, Dilma irá avaliar relatos da extensão dos atos nas cidades brasileiras. A partir daí será decidida uma conduta de governo, como por exemplo medidas ao alcance do Ministério da Justiça ou até um pronunciamento oficial da presidente. (Folha de São Paulo).
Rio de Janeiro
Local:
 Av. Presidente Vargas (entre a Candelária e a Prefeitura)
Público estimado: 300 mil, segundo a UFRJ
O protesto começou pacificamente, mas confrontos pontuais foram registrados e fogueiras foram acesas pela avenida. Por volta das 19h30, quando o ato chegou à Prefeitura, houve confronto com a polícia. Um grupo invadiu o Terreirão do Samba, que foi depredado e incendiado. Uma escola municipal também foi invadida. Um grupo ateou fogo a um carro de reportagem do SBT. Na Av. Presidente Vargas, a polícia usou bombas para dispersar a multidão. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o número de feridos à meia-noite era de 62, a maioria por balas de borracha, pedras e spray de pimenta.
Brasília
Local: Esplanada dos Ministérios
Público estimado: 20 mil, segundo a PM
Os manifestantes se concentraram em frente ao Congresso Nacional, mas também passaram pelo Palácio do Planalto e o Itamaraty, onde um grupo depredou as janelas e incendiou objetos ao redor. A polícia tentou conter o fogo com extintores de incêndio e dispersou os manifestantes com spray de pimenta. Um homem tentou agredir um policial, que revidou com golpes de cassetete. A Força Nacional entrou pelos fundos do edifício para auxiliar a polícia a impedir a invasão. Três pessoas foram presas e 120 ficaram feridas.
São Paulo
Local: Av. Paulista
Público estimado: 100 mil
Ao contrário dos protestos anteriores, nesta quinta o ato em São Paulo ficou principalmente na Avenida Paulista. O policiamento foi reforçado, mas os confrontos pontuais ocorreram entre os próprios manifestantes. Militantes de movimentos sociais e partidos políticos, que já haviam sido hostilizados na terça-feira, decidiram comparecer em blocos. Grupos anarquistas e apartidários trocaram ofensas com os manifestantes partidarizados. Várias bandeiras do PT foram roubadas, rasgadas e incendiadas. Um homem que tentou agredir petistas foi atingido com o cabo de uma bandeira e teve um corte na cabeça. Outro homem foi preso portando um coquetel molotov, segundo a PM.
Salvador
Local: Centro da cidade
Público estimado: 20 mil, segundo a Polícia Militar
O protesto começou pacifico na região do Dique do Tororó, mas com a aproximação de dois garotos no perímetro do batalhão de choque, os policiais começaram a soltar bomba de gás e spray de pimenta. O início do confronto começou por volta das 17h e se estendeu durante horas pela região central de Salvador. Muitos veículos foram queimados e equipamentos públicos foram danificados. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para tentar conter os manifestantes.
 
Porto Alegre
Local: Centro da cidade
Público estimado: 15 mil, segundo a Brigada Militar
O grupo que se reuniu para protestar na capital gaúcha se dividiu em três e seguiu por caminhos diferentes para se encontrar na Avenida João Pessoa. Houve tentativa de depredação, que foi contida pelos próprios manifestantes. Após o início pacífico, um grupo entrou em confronto com a polícia na Avenida Ipiranga. Bombas de efeito moral foram atiradas em direção aos manifestantes, que atiram pedras e paus em direção à polícia.
Vitória
Local: Goiabeiras, Praia do Canto e Enseada do Suá
Público estimado: 100 mil, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública
Manifestantes manifestantes saíram da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pouco antes das 18h, e caminharam, em passeata, pela Reta da Penha até a Assembleia Legislativa e depois até o Tribunal de Justiça (TJ-ES). Um manifestante explodiu uma bomba em frente à Assembleia Legislativa às 19h30, e um grupo quebrou vidraças e soltou rojões no Tribunal de Justiça. Houve confronte entre manifestantes a favor e contra a depredação. Às 21h, depois que o presidente do TJ recebeu a pauta de reivindicações dos manifestantes e deixou o local, a Tropa de Choque interveio com bombas de gás e balas de borracha. Após a dispersão, grupos pequenos promoveram depredações e saques em diversas ruas do Centro, e furtaram o pedágio da Terceira Ponte antes de atear fogo nas cabines.
Fortaleza
Local: Palácio da Abolição
Público estimado: 30 mil, segundo a PM
A multidão de pessoas caminhou até o Palácio da Abolição. Pelas ruas, moradores de apartamentos colocaram lençóis brancos e bandeiras do Brasil nas varandas em apoio. Em frente ao palácio, a polícia afirmou que o governador Cid Gomes não receberia os manifestantes, e solicitou que eles redigissem uma carta de reivindicações para entregar ao governo. Por volta das 21h, uma pessoa detonou uma bomba caseira, e um grupo de manifestantes que se recusou a negociar quebraram a barreira no entorno do Palácio. A polícia interveio com balas de borracha e recebeu, em resposta, pedras atiradas por parte dos manifestantes. Mais de 60 pessoas foram detidas no protesto, incluindo seis adolescentes.
Belém
Local: Prefeitura
Público estimado: 15 mil
O protesto foi pacífico até a frente da Prefeitura de Belém. A confusão começou quando o prefeito Zenaldo Coutinho desceu do gabinete para dialogar com os cerca de 15 mil manifestantes, mas foi recebido com pedradas e disparos de rojões por uma minoria de manifestantes exaltados que acompanhavam o ato pacífico. Os policiais usam bombas de efeito moral e disparos de balas de borracha para dispersar a população. Um guarda municipal ficou ferido e teve de ser removido do local. O prefeito também deixou o prédio, que teve janelas quebradas pelo grupo. Segundo a polícia, pelo menos 30 pessoas foram detidas.
Campinas (SP)
Local: Centro da cidade
Público estimado: 30 mil, segundo a PM
A manifestação começou às 17h no Largo do Rosário e seguiu o rumo da Prefeitura. Pelo menos duas pessoas foram detidas e coquetel molotov foi apreendido pela polícia. Em frente ao Paço Municipal, alguns manifestantes soltaram rojões em direção à polícia, que dispersou a multidão com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. Moradores da região disseram que podiam sentir o gás, e testemunhas afirmaram que os efeitos da bomba chegaram a ferir crianças que participavam do ato. Após o tumulto, manifestantes depredação pontos de ônibus e invadiram uma escola para pegar pedras que atiraram nos polícias. Houve diversos confrontos entre as duas partes pela região.

Dilma convoca reunião de emergência com ministros para esta sexta-feira

A presidente Dilma Rousseff
BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião, marcada para as 9h30m desta sexta-feira, com vários ministros, tendo à frente o da Justiça, José Eduardo Cardozo, para analisar a situação no país, depois dos protestos desta quinta-feira, e determinar providências de governo, principalmente para conter a onda de violência.
Com as manifestações crescendo país afora e ameaçando chegar às portas da Presidência, aumentou a preocupação no meio político, com especulações de que Dilma poderá convocar cadeia nacional de rádio e televisão para falar ao povo. O Planalto negou a convocação de cadeia nacional, mas a ideia ainda não está descartada.
Também entre os políticos havia a informação de que Dilma poderia ser aconselhada a convocar o Conselho da República, um órgão para assessorar o chefe da nação em momentos de crise, presidido por ele e composto pelo vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado e líderes da maioria e da minoria no Congresso.
Além de Cardozo, devem participar da reunião desta sexta-feira no Planalto, os ministros Gleisi Hoffman (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Relações Institucionais), Aloizio Mercadante (Educação) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
Nesta quinta-feira à noite, manifestantes tentaram invadir o prédio do Itamaraty. Eles jogaram pedras, cones e garrafas, quebraram vidros, e um rojão explodiu dentro do prédio. A polícia revidou com bombas de efeito moral, gás de pimenta e usou até extintores para dispersar as pessoas que ocupavam as duas rampas de acesso ao prédio. Um dos manifestantes quebrou um refletor dentro do espelho d'água com um cone de trânsito. A PM informou que foram detidas três pessoas e 39 pessoas ficaram feridas, sendo quatro PMs e onze foram levados a hospitais.
Às 20h28m, a presidente Dilma Rousseff deixou o Palácio do Planalto, que continua cercado por tropas do Exército.